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Receptadores não compraram carro de Bueno pela repercussão do caso

Publicado em 30/12/2016 10:07 Editoria: Cidades News sem comentários Comente!


A grande repercussão em torno da morte do empresário e ex-vereador José Alceu Padilha Bueno fez que com que nenhum receptador paraguaio se interessasse em comprar o carro da vítima, modelo Free Lander. Por conta disso foi que os assassinos resolveram queimar o carro na cidade de Ponta Porã.

Diante da comunicação do desaparecimento de Alceu Bueno, investigadores receberam a informação de que o carro dele estaria na região de fronteira do Brasil com Paraguai. Investigadores da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros (Garras) foram para Ponta Porã, onde descobriram que no mesmo dia do crime um casal ofereceu o carro do ex-vereador para receptadores paraguaios, mas ninguém quis comprar em razão da repercussão do caso.

Durante as buscas, policiais acharam o carro queimado. Em contato com empresa de ônibus, investigadores descobriram que a dona de casa Kátia de Almeida Rocha, 24 anos, e o namorado, o pedreiro Elpídio César Macena do Amaral, 26 anos, embarcaram de Ponta Porã para Campo Grande, às 2h do dia 22 de setembro, um dia depois de o corpo do empresário ser encontrado carbonizado.

Agentes do Garras passaram a monitorar o casal, que teve o sigilo telefônico afastado, mediante autorização judicial. Foi então descoberto que Kátia e Elpídio estiveram na mesma região e horário em que o corpo foi desovado.

Policiais também descobriram que o casal viajou de Campo Grande para Ponta Porã na mesma madrugada do crime, ficou naquela cidade durante o dia e voltou para a Capital no dia seguinte. Durante a investigação constataram o envolvimento do sobrinho de Elpídio, o pedreiro Josian Edson Cuando Macena, 21 anos.

CRIME

Enciumado pelo fato de Alceu Bueno estar mandando mensagem via WhatsApp para sua namorada, Elpídio convidou o sobrinho para, juntos, darem uma “reprimenda” no galanteador. No entanto, Kátia alertou os dois de que já tinha visto Alceu Bueno com grande quantidade de dinheiro.

O plano inicial de repreensão foi alterado e eles passaram a arquitetar estratégia para roubar e matar a vítima. Kátia então começou a corresponder as “cantadas”, atraiu o empresário e os dois combinaram de sair.

No dia 19 de setembro deste ano, Alceu Bueno buscou Kátia em sua casa, no Jardim Seminário e a levou para lanchar no centro da Capital. Na hora de pagar a conta, a dona de casa viu que a vítima estava com dois “ bolos de dinheiro”. A estimativa é de que o montante aproximado chegava a R$ 10 mil.

A primeira tentativa de colocar o plano em prática não deu certo porque o ex-vereador não aceitou convite para entrar na casa da mulher. No dia seguinte, a ela novamente atraiu o empresário, os dois saíram para lanchar e a estratégia foi colocada em prática porque a vítima aceitou entrar no imóvel.

Os dois foram direto para o quarto e, com a justificativa de que trancaria a porta da residência, Kátia saiu do quarto e foi até outro cômodo avisar os comparsas que já podiam matar Alceu Bueno. Elpídio e Josian golpearam a cabeça do empresário com martelo e tábua de carne. Em seguida, o namorado de Kátia usou uma alça de bolsa para estrangular o ex-vereador que agonizava.

O corpo da vítima, que naquela noite estava com R$ 600, foi levado para o Jardim Veraneio, onde foi queimado junto com pertences, como carteira, relógio e celular. Já o trio fugiu com o carro, que foi encontrado incendiado na cidade de Ponta Porã.

PROVAS

O martelo usado para matar o empresário foi encontrado na casa de Kátia, onde policiais também acharam vestígio de sangue humano no papelão que estava embaixo do colchão da dona de casa. Material foi encaminhado para análise pericial.

Delegado responsável pelo caso, Edilson dos Santos Silva, disse estar convencido de que a história contada pelo trio é a verdadeira porque nenhum deles entrou em contradição e as versões apresentadas coincidem com as provas colhidas durante a instrução criminal.

Kátia, Elpídio e Josian estão presos preventivamente e responderão pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver.

› FONTE: Bonito News (www.novo.bonitonews.com.br)


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