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antes de execução, CV teria dito que iria ‘assar’ o PCC em presídio

Publicado em 20/02/2017 00:21 Editoria: Cidades News sem comentários Comente!


“O salve já foi dado pra torar tudo os PCC, os cara tá só esperando a melhor hora”. Este é um trecho de áudio datado de 3 de fevereiro deste ano, que a princípio foi enviado de um preso ligado ao CV (Comando Vermelho) para outro, da facção rival. Mais do que ameaças, no último dia 14, Richard Alexandre Lianho, de 25 anos, foi executado em uma reafirmação do tentado poder da facção paulista PCC sobre o CV, uma briga que não tem data para acabar.

Antes de ser morto a tiros e ter os braços e pescoço cortados, Richard foi forçado pelos assassinos a mandar um aviso para aqueles, que assim como ele, são integrantes do CV: “pra todo mundo, todo o CV que está aí, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na penitenciária aí, na rua, pra sair tudo jogado que o que está acontecendo comigo pode acontecer com você também”. O crime brutal foi filmado e divulgado pelos suspeitos, já presos pela polícia.

Essa ‘guerra’ entre facções criminosas dentro e fora dos presídios de Mato Grosso do Sul é exposta através de ameaças entre lideranças dos grupos. O áudio, encaminhado com exclusividade ao Jornal Midiamax, mostra a força que teria o CV em Dourados. ‘Maricota’ ou ‘Mexicano’ seria o detento por trás do áudio enviado a um membro do PCC.

No áudio, ele fala sobre o drone que pousou no PED (Presídio Estadual de Dourados) no dia 3 de janeiro. O PCC assumiu ter feito o pouso do aparelho no presídio, que seria apenas para entrega de celulares, no entanto, no áudio, ‘Maricota’ diz que os presos do CV chegaram a abrir portas e que só não “fritaram” os presos do PCC porque os agentes penitenciários impediram.

O preso afirma que os membros do CV têm 300 litros de tíner, que seria um álcool artesanal, para “assar” os internos do PCC. Em outro áudio, o interno chega a falar que presos que trabalham na cozinha também teriam participação no massacre ao PCC no PED. Ele chega a dizer que seria “pior do que em Pedrinhas”, presídio no Maranhão, onde detentos colocaram fogo nos colchões durante rebelião em setembro de 2016.

› FONTE: Bonito News (www.novo.bonitonews.com.br)


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