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Médicos vão ao TJ recorrer de decisão que suspende greve

Publicado em 28/06/2017 08:52 Editoria: Cidades News sem comentários Comente!


Em greve desde esta segunda-feira (26), os médicos representados pelo Sinmed (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) vão recorrer à Justiça Estadual para que decisão da 1ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos seja reformada. Na última sexta-feira (23), a justiça determinou a suspensão da greve, decisão que é desrespeitada pelos profissionais.

Presidente do sindicato que representa os médicos, Flavio Freitas afirmou na tarde de hoje que o pedido de reforma da decisão será protocolado em 2ª instância, no Tribunal de Justiça, e que a ideia é retirar o caso da primeira instância. “No nosso entendimento jurídico essa decisão tem que vir do tribunal composto pelos juristas”.

Em relação à multa definida pelo juiz José Eduardo Neder Meneghelli, de R$ 10 mil por dia caso a greve continue, o presidente do Sinmed não quis se manifestar.

Reivindicando aumento salarial de quase 30%, os médicos dizem manter 70% dos profissionais na urgência e emergência e 30% nos atendimentos ambulatoriais.

A paralisação reflete diretamente na espera dos pacientes em unidades de saúde da cidade. Na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Santa Mônica, pacientes esperam até 6 horas para serem chamados.

De acordo com testemunhas que preferiram não se identificar, há pessoas que chegaram às 9 horas da manhã e não foram atendidas.Um homem de cerca de 30 anos que seria portador da doença de Chagas chegou às 11h no local e teria convulsionado por volta das 14h30.

Uma das testemunhas afirmou que o médico disse que ele estaria simulando. "Se ele estivesse mesmo simulando, porque ele estaria sendo medicado até agora na enfermaria?", questiona. De acordo com os relatos, desde às 9h até às 14h30, nenhum paciente teria sido chamado. "Chegaram até chamar a Guarda Municipal, aí chamaram 3 pacientes dentro de uma hora, mas pararam de novo", reclama.

Altos salários &39;escondidos&39;

Em abril, o Jornal Midiamax fez levantamento dos salários da categoria. A negociação salarial dos médicos, aliada ao problema crônico de atendimento nas unidades de saúde, aumenta especulações sobre a verdadeira &39;caixa-preta&39; dos gastos municipais com os profissionais. Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), o salário base da categoria é de R$ 2.516,72.

Na prática, no entanto, gratificações e plantões, sempre pagos em fórmulas complicadas e difíceis de verificar, elevam os ganhos médios mensais dos médicos que atuam na Prefeitura de Campo Grande. Em março, por exemplo, a média paga a cada um dos 927 médicos listados no Portal da Transparência ficou em pouco mais de R$ 11,5 mil.

Só na última folha salarial da Sesau, 9 médicos ganharam mais de R$ 39.200,00 e 111 receberam mais que o salário do prefeito Marquinhos Trad (PSD). Em um dos casos, médico que mantém dois vínculos com a Sesau levou dos cofres públicos municipais R$ 51.085,39 em março.

Acima do teto constitucional

Esses ganhos mensais extrapolam o salário de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que deveria ser o teto salarial para todos os servidores públicos no Brasil. Além disso, a soma de rendimentos dos 10 mais bem pagos em março atinge R$ 419.983,09. Ou seja, somente estes servidores ficaram com a fortuna de quase meio milhão de reais, equivalentes a 4% do total de R$ 10.790.935,35 pagos aos médicos no período.

De quase mil médicos listados na última folha, apenas 31 receberam menos de R$ 3 mil, com remunerações entre R$ 2.986,78 e R$ 89,86. Juntos, eles receberam R$ 55.961,97, ou seja, pouco mais que o recebimento do mais bem pago em março. Além dos ganhos &8203;acima do teto constitucional, salários com valores ínfimos que também chamam a atenção.

Na Prefeitura, a informação oficial sobre as explicações para a folha de pagamentos aos médicos se limita a explicar que o salário base de médico na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) é de R$ 2.516,72, mas que “gratificações podem praticamente dobrar este valor, além dos plantões”.

› FONTE: Bonito News (www.novo.bonitonews.com.br)


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